Mundo Energia Brasil

Fontes

Energia hidráulica

  • 1.362hidrelétricasestavam em operação em outubro de 2026, segundo a ANEEL: 216 de grande porte, 435 pequenas centrais e 711 centrais geradoras, as menores.1
  • 59,5%do máximoera a energia guardada nos reservatórios da rede nacional em 15 de outubro de 2026; o nível mais baixo desde 2000 foi de 17,8%, em outubro de 2017.2
  • 11.233megawattsé a potência de Belo Monte, no Pará, a maior hidrelétrica em operação no país; um megawatt é igual a mil quilowatts.1

Para comparar esta fonte com as outras em segurança, emissões e terra ocupada, veja a página Comparativos.

Como funciona

Vista aérea da usina de Itaipu com o vertedouro aberto
Itaipu, no rio Paraná, com o vertedouro aberto. Foto: Deni Williams, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Pense numa roda d'água de sítio: a água cai sobre a roda e faz a roda girar. Uma hidrelétrica faz a mesma coisa, só que muito maior e ligada a uma máquina que produz eletricidade. Ela não queima nada: usa a força da água que desce o rio.34 Em termos técnicos, a energia da água parada no alto (energia potencial) vira energia de movimento (mecânica) e, por fim, energia elétrica.3

Veja passo a passo

Desenho de uma hidrelétrica em corte: a chuva enche o rio, a barragem forma o lago, a água desce pelo conduto forçado, gira a turbina e o gerador, a energia vai pelas linhas até a cidade e a água volta ao rio. chuvariacho reservatório (lago) barragem tomada d'águaconduto forçado turbina gerador a água volta ao rio linhas de transmissãocidade A chuva enche o rio riachos se juntam e formam o rio Uma caixa d'água gigante queda água guardada (reservatório) barragem A água desce pelo tubo conduto forçado quanto mais alta a queda,mais força a água ganha A água gira a turbina a água empurra as pás e a roda gira Ímãs e fios de cobre NSNS acende! ímãs girando perto do cobre = eletricidade Para a cidade e de volta ao rio a água volta ao rio
1
Desenho do Mundo Energia Brasil, fora de escala. Os passos seguem o texto abaixo e as fontes das notas 3 e 4.

Passo a passo, em detalhe

Chuva caindo sobre os morros; os riachos se juntam e formam um rio

1. A chuva enche o rio. Tudo começa com a chuva que cai nas cabeceiras dos rios. Os riachos se juntam e formam um rio maior. Por isso, quanto mais chove, mais água chega à usina.3

Barragem em corte segurando a água do reservatório, com a altura da queda marcada

2. A barragem segura a água. A usina é construída num rio que desce bastante. Um muro enorme, a barragem, segura a água e forma um lago, o reservatório. A água fica guardada lá em cima, como numa caixa d'água.43

A água descendo pelo conduto forçado, um tubo grosso e inclinado

3. A água desce por um tubo. Perto do fundo da barragem há uma entrada, a tomada d'água. Puxada pela gravidade, a água desce por um tubo grosso e inclinado, chamado conduto forçado. Quanto mais alta a queda, mais força a água ganha.4

Turbina vista de frente, com pás curvas empurradas pela água

4. A água gira a turbina. No fim do tubo, a água bate nas pás de uma grande roda, a turbina, e a faz girar, como o vento gira um cata-vento.4

Gerador: ímãs girando dentro de um anel de bobinas de cobre acendem uma lâmpada

5. O gerador faz a eletricidade. A turbina está presa a um eixo que sobe até o gerador. Dentro dele, ímãs giram perto de fios de cobre enrolados. Quando um ímã passa perto de um fio, a eletricidade começa a andar no fio.4

Torre de transmissão levando energia para a cidade e a água voltando ao rio

6. A energia viaja e a água volta ao rio. Do gerador, fios levam a eletricidade até as linhas de transmissão, que a carregam até as cidades. A água que passou pela turbina sai por um canal e continua o caminho do rio, abaixo da barragem.4

Saiba mais: usina com lago grande e usina a fio d'água

Há dois tipos principais de usina. As de reservatório têm um lago grande: guardam água no período de chuva para usar na seca. As a fio d'água usam a água conforme o rio traz, sem guardar muito.3 É por isso que uma usina a fio d'água produz muito na época de cheia e pouco na seca.3 A água guardada nos lagos também pode servir para abastecer cidades, irrigar lavouras e permitir a navegação.3

Saiba mais: a usina que funciona como bateria

Existe ainda a usina reversível. Ela tem dois lagos, um em cima e outro embaixo. Quando sobra energia, bombas levam a água do lago de baixo para o de cima; quando falta, a água desce de novo pelas turbinas. Funciona como uma grande bateria.54 O Brasil construiu quatro usinas desse tipo em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre as décadas de 1940 e 1950. Segundo a associação das grandes geradoras, uma foi desativada e as outras deixaram de funcionar como reversíveis por restrições de operação.6

Linha do tempo no Brasil

  1. 1883
    Começa a geração hidrelétrica no país, numa pequena usina no Ribeirão do Inferno, em Diamantina (MG), que atendia uma mineradora.7
  2. 1889
    É inaugurada Marmelos, em Juiz de Fora (MG), considerada a primeira usina de grande porte do país e da América do Sul. Hoje ela é um museu.7
  3. 1893
    Monjolinho, em São Carlos, é a primeira hidrelétrica a funcionar no estado de São Paulo.8
  4. 1903
    Uma usina em Santana de Parnaíba passa a levar energia à cidade de São Paulo.8
  5. 1934
    O Código de Águas determina que o uso das quedas d'água para gerar energia depende de autorização ou concessão do governo.9
  6. 1955
    Começa a funcionar Paulo Afonso I, no rio São Francisco, na Bahia, a primeira usina da Chesf, criada em 1948.10
  7. 1973
    Uma lei define como o Brasil vai comprar a energia de Itaipu, a usina que divide com o Paraguai.11
  8. 1984
    A primeira máquina de Itaipu começa a girar, em 5 de maio.12
  9. 1989
    Uma lei cria a compensação paga aos estados e municípios pelo uso da água para gerar energia.13
  10. 1997
    A lei das águas diz que a água é um bem público e que deve servir a vários usos ao mesmo tempo.14
  11. 2001
    Com os reservatórios baixos, o governo impõe o racionamento. As casas que gastavam mais de 100 quilowatts-hora por mês tinham de consumir até 80% da média de maio a julho de 2000.15
  12. 2010
    Sai a lei de segurança de barragens, reforçada em 2020.16 Belo Monte, no rio Xingu (PA), é vendida em leilão.17
  13. 2013
    As concessões de hidrelétricas antigas podem ser renovadas em troca de energia mais barata para as distribuidoras.18 Em dezembro, São Manoel, de 700 megawatts, é a última hidrelétrica com mais de 500 megawatts vendida num leilão de energia até 2025.17
  14. 2016
    Belo Monte começa a operar.1
  15. 2021
    Numa nova crise de falta de chuva, o governo cria uma câmara de regras excepcionais para o uso da água das usinas.19 No mesmo ano, uma lei autoriza a privatização da Eletrobras.20
  16. 2023
    Uma lei cria a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens.21
  17. 2025
    A Eletrobras, dona de boa parte das grandes hidrelétricas e privatizada em 2022, passa a se chamar Axia Energia.22 Num leilão de agosto, 65 hidrelétricas, quase todas pequenas, vendem energia.17
  18. 2032previsto
    Pela lei, começa a entrega da primeira parte de até 3 mil megawatts de hidrelétricas de até 50 megawatts contratadas em leilão.23
  19. 2035previsto
    O plano da EPE prevê a usina de Bem Querer, de 650 megawatts, na região Norte.24

O gráfico abaixo mostra quanta potência hidrelétrica foi vendida em cada ano nos leilões de energia. As grandes usinas da Amazônia dominaram os leilões até 2013. Desde 2014, nenhum ano passou de 1 gigawatt, e as pequenas centrais ficaram com a maior parte: 2,5 dos 4,0 gigawatts vendidos de 2014 a 2025.17

LEILÕES DE ENERGIA · HIDRELÉTRICAS 14,3 GW em 2010, o ano de Belo Monte Depois de 2013, os leilões quase não venderam hidrelétricas grandes Potência das hidrelétricas novas vendidas em cada ano nos leilões de geração, de todos os tamanhos (gigawatts; 0,0 = menos de 50 megawatts). 0,8 2005 6,2 06 5,6 07 3,6 08 0,0 09 14,3 10 0,6 11 0,3 12 1,6 13 0,5 14 0,4 15 0,5 16 0,2 17 0,5 18 0,5 19 0,0 20 0,3 21 0,4 22 0,0 23 0,0 24 0,8 25 gigawatts Fonte: ANEEL, dados abertos, resultado de leilões de geração, 2005 a 2025 (fonte 040). Rótulos: anos de 2005 a 2025. mundoenergiabrasil.org

Os tipos de hidrelétrica e como são usadas

A lei separa as hidrelétricas pelo tamanho, e cada tamanho tem regras diferentes:

TipoTamanhoO que a lei pede
Central geradora (CGH)Até 5 megawattsBasta avisar o governo25
Pequena central (PCH)De 5 a 30 megawattsAutorização da ANEEL26
Usina hidrelétrica (UHE)Acima dissoConcessão ou autorização, conforme o tamanho e o tipo de projeto2625

Em outubro de 2026, as 216 usinas grandes tinham 93,6% da potência hidrelétrica do país. As 435 pequenas centrais tinham 5,5%, e as 711 centrais geradoras, 0,8%.1 Ou seja: há muito mais usinas pequenas, mas quase toda a energia vem das grandes.

Quem usa a energia. A maior parte vende energia para as distribuidoras ou para empresas. Algumas hidrelétricas são de autoprodutores: empresas, como mineradoras e fábricas de alumínio, que geram a energia para as próprias fábricas. Elas somavam 1,5% da potência hidrelétrica em outubro de 2026.1

A água não é só da usina. A lei das águas diz que, em tempo de escassez, a prioridade é a água para as pessoas e para os animais beberem, e que a gestão deve permitir vários usos ao mesmo tempo. Para usar a água de um rio na geração de energia, a usina precisa de uma permissão chamada outorga.14 A EPE lembra que o aumento de outros usos da água nas bacias, como a irrigação, pode reduzir a energia das hidrelétricas.27

HIDRELÉTRICAS · TAMANHOS 93,6% da potência nas grandes usinas Quase toda a potência está nas grandesusinasPotência das hidrelétricas em operação por tipo, em outubro de 2026(megawatts). Entre parênteses, o número de usinas. Grandes (UHE, 216) 103.243 MW Pequenas centrais (PCH, 435) 6.084 MW Centrais geradoras (CGH, 711) 928 MW Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008), cadastro de outubro de 2026. mundoenergiabrasil.org

As leis da hidrelétrica e quem as fez

A água que gera energia é do país. A Constituição de 1988 diz que os potenciais de energia hidráulica pertencem à União, e que cabe a ela explorar o aproveitamento energético dos rios, diretamente ou por concessão e autorização.28 A lei das águas, de 1997, diz que a água é um bem público, com valor econômico.14

As leis principais, em palavras simples:

  • Código de Águas (1934). Usar uma queda d'água para gerar energia passou a depender do governo.9
  • Compensação financeira (1989). A usina paga uma parte do valor da energia aos estados e municípios onde fica, ou que tiveram terras alagadas pelo lago.13
  • Lei das águas (1997). A água deve servir a vários usos, e a usina precisa de outorga para usá-la.14
  • Segurança de barragens (2010, reforçada em 2020). Define quem fiscaliza as barragens e exige planos de emergência.16
  • Renovação das concessões (2013). Nasceu de uma medida provisória do governo federal de setembro de 2012. As usinas antigas que aceitaram renovar a concessão passaram a receber só uma tarifa fixada pela ANEEL e a entregar sua energia, em cotas, às distribuidoras.2918
  • Risco de falta de chuva (2015). Muda a forma de dividir esse risco entre as usinas e os consumidores.30
  • Privatização da Eletrobras (2021). Veio da Medida Provisória nº 1.031, de 2021. Na Câmara, o relator, o deputado encarregado de estudar a proposta e propor o texto final, foi Elmar Nascimento (DEM-BA); no Senado, o relator foi o senador Marcos Rogério.31 A lei exige que a empresa pague à CDE, o fundo das contas de luz, metade do valor que os novos contratos acrescentam às suas usinas, e que banque programas de recuperação das bacias do São Francisco, do Parnaíba e da região de Furnas.20
  • Direitos dos atingidos por barragens (2023). Diz quem é considerado atingido, como quem perdeu a casa, a terra ou a pesca, e garante reparação, reassentamento coletivo e assessoria técnica paga pela empresa.21 Em março de 2026, a lei ainda não tinha sido regulamentada pelo governo.32
  • Pequenas hidrelétricas em leilão (2025). Uma lei de 2025 mandou contratar até 3 mil megawatts de hidrelétricas de até 50 megawatts em leilões de reserva de capacidade, com entrega a partir de 2032.23

Barragens e segurança

Quais barragens a lei cobre. A lei de segurança de barragens vale para as que têm 15 metros de altura ou mais, reservatório de 3 milhões de metros cúbicos ou mais, ou dano potencial médio ou alto.16

Quem fiscaliza. Nas hidrelétricas, quem fiscaliza é o órgão que concede ou autoriza o uso do rio para gerar energia.16 Esse órgão é a ANEEL, que segue uma resolução de 2023 (nº 1.064) sobre o tema.33

Como as barragens são classificadas. Cada barragem recebe uma categoria de risco, que olha o método de construção, o estado de conservação e a idade. Recebe também uma categoria de dano potencial, definida sobretudo pelas vidas que poderiam ser perdidas num rompimento.16

O plano de emergência. As barragens de dano potencial médio ou alto precisam de um Plano de Ação de Emergência. O plano delimita uma zona de autossalvamento, perto da barragem, e prevê um sistema de alerta sonoro.16 Desde a mudança de 2020, as multas por descumprir a lei vão de 2 mil reais a 1 bilhão de reais.16

Quem representa o setor

Grandes e pequenas hidrelétricas têm associações diferentes, e quem é atingido pelas barragens também se organiza. Essas entidades mandam sugestões à ANEEL e ao Ministério de Minas e Energia nas consultas públicas, falam em audiências no Congresso e, às vezes, vão à Justiça. O que elas dizem sobre si mesmas, como o número de associados, é dado da própria entidade.

Geradores

ABRAGEAssociação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica

Donas das grandes hidrelétricas.

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Quem faz parte. Donas das grandes hidrelétricas. Diz ter 24 empresas associadas no fim de 2024, entre elas Eletrobras, Auren, Engie, Norte Energia, Neoenergia, Copel e CTG Brasil.34 Em julho de 2024, falava em 215 usinas e 103 mil megawatts.35

O que defende. Ampliar e modernizar as usinas que já existem e dar às hidrelétricas papel central na transição energética.3536 Entre suas prioridades de 2024: pagamento pela flexibilidade e pela capacidade das usinas e menos água jogada fora pelos vertedouros quando poderia gerar energia.34

Onde aparece. Em 2024, mandou contribuições a 28 consultas e audiências públicas da ANA, do Ministério e da ANEEL, entre elas as dos leilões de energia e de reserva de capacidade; falou em audiências no Senado e na Câmara; e foi ao STF contra uma taxa do Pará sobre o uso da água.34

Geradores

ABRAPCHAssociação Brasileira de PCHs e CGHs

Donos das pequenas centrais hidrelétricas.

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Quem faz parte. Donos das pequenas centrais (PCHs) e das centrais geradoras (CGHs).37 Desde junho de 2026, é presidida pelo advogado Lucas Pimentel.38

O que defende. Leilões próprios para as pequenas usinas, que podem gerar no começo da noite, quando a solar acaba.36 Também pede que se pague pela capacidade firme e pela flexibilidade dessas usinas e saída para os cortes de geração, hoje uma das principais preocupações das PCHs.38

Onde aparece. Junto à ANEEL e ao Ministério, nas regras dos leilões de reserva previstos em lei e das usinas reversíveis.38

Geradores

ABRAGELAssociação Brasileira de Geração de Energia Limpa

Também reúne pequenas hidrelétricas.

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Quem faz parte. Também pequenas hidrelétricas. Diz reunir 293 empresas, de 78 grupos, com 316 usinas e 4.123 megawatts: 73% da potência das hidrelétricas de até 50 megawatts.39 Diz ainda ter 618 projetos com registro aprovado na ANEEL, somando 9,6 mil megawatts.36

O que defende. Mais espaço para as hidrelétricas de todos os tamanhos no planejamento e a cadeia de fornecedores nacional.36 Defendeu desconto na tarifa de uso da rede para as novas usinas de até 30 megawatts e a contratação de 4.900 megawatts de usinas de até 50 megawatts num leilão de reserva de capacidade.39

Onde aparece. No Congresso, pediu a derrubada de vetos à lei da eólica no mar, de 2025, em trechos que ajudavam as pequenas hidrelétricas, como a prorrogação dos contratos do Proinfa.39

Atingidos e comunidades

MABMovimento dos Atingidos por Barragens

Movimento de quem foi atingido por barragens.

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Quem faz parte. Movimento criado em 1991, a partir das lutas de quem foi atingido pela construção de hidrelétricas.32

O que defende. Os direitos das famílias atingidas e a regulamentação da lei de 2023, com regras sobre quem conta como atingido e sobre o que cabe às empresas de energia e às mineradoras.3240

Onde aparece. Em abril de 2026, fez ato em frente ao STF, foi recebido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência e organizou, com o governo, um seminário no Palácio do Planalto sobre como aplicar a lei.40

Do lado do governo, o Ministério de Minas e Energia faz a política do setor, a ANEEL concede e fiscaliza as usinas, a ANA cuida da água dos rios, e o ONS decide quanto cada usina gera. A página Quem opera explica o papel de cada um.

Quem são os donos

Poucos grandes, muitos pequenos. No cadastro da ANEEL de outubro de 2026, 984 empresas aparecem como donas de hidrelétricas em operação. As dez maiores têm 65,6% da potência. Já 881 empresas são donas só de pequenas centrais ou de centrais geradoras, e juntas têm 6,0% da potência.1

Os maiores. A Axia Energia, antiga Eletrobras,22 aparece com três empresas que, somadas, têm 26,2% da potência hidrelétrica. Depois vêm a Norte Energia, dona de Belo Monte (10,2%), a Itaipu Binacional, com a metade brasileira da usina (6,3%), a Rio Paraná Energia (4,5%), a Engie Brasil Energia (4,0%), a Jirau Energia (3,4%) e a Santo Antônio Energia (3,2%).1

Os pequenos. Entre os donos de pequenas usinas há empresas de todos os tamanhos e até 15 cooperativas, que somam 63 megawatts.1

O cadastro mostra a empresa registrada como dona de cada usina, e não o grupo por trás dela. Uma usina grande costuma ter uma empresa criada só para ela.1

HIDRELÉTRICAS · DONOS 65,6% com as dez maiores donas Dez empresas têm dois terços da potência Parte de cada empresa na potência das hidrelétricas em operação, em outubro de 2026 (%). As três empresas da Axia foram somadas. Axia Energia (3 empresas) 26,2 % Norte Energia 10,2 % Itaipu Binacional 6,3 % Rio Paraná Energia 4,5 % Engie Brasil Energia 4,0 % Jirau Energia 3,4 % Santo Antônio Energia 3,2 % Copel Geração e Transmissão 2,8 % Cemig Geração e Transmissão 2,4 % Auren Operações 2,4 % Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008), cálculo sobre o campo de proprietários do cadastro de outubro de 2026. mundoenergiabrasil.org

Onde estão as usinas

Onde ficam. As hidrelétricas da rede nacional estão distribuídas por dezesseis bacias hidrográficas, segundo o ONS.41 Em 2025, os estados com mais capacidade hidrelétrica eram o Pará (20.770 megawatts), o Paraná (16.812) e Minas Gerais (12.498).42 As maiores usinas em operação são Belo Monte (11.233 megawatts), Tucuruí (8.535) e a metade brasileira de Itaipu (7.000).1

Como mudou. Cerca de 39% da potência hidrelétrica hoje em operação está em usinas que começaram a operar nas décadas de 1970 e 1980. A década com mais potência foi a de 2010, com usinas como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio.1 Em 2025, a capacidade do país cresceu 24,6 gigawatts, dos quais só 0,3 gigawatt de hidrelétricas; um gigawatt é igual a mil megawatts.43

A animação abaixo mostra, ano a ano desde 1950, as hidrelétricas que funcionam hoje aparecendo no mapa pelo ano em que começaram a operar segundo o cadastro.1

O Brasil construindo hidrelétricas

Mapa animado do Brasil: as hidrelétricas que funcionam hoje aparecendo pelo ano em que começaram a operar, de 1950 a 2026. Círculos azul-escuros: grandes usinas; azul-claros: pequenas centrais e centrais geradoras.
grandes usinas (UHE)pequenas (PCH e CGH)círculo maior = mais potência
2026
–grandes usinas
–pequenas centrais
–total

Potência acumulada até cada ano, só das hidrelétricas que funcionam hoje (usinas já desativadas não entram). Ano: o de início de operação registrado no cadastro da ANEEL, SIGA (fonte 008), que para algumas usinas antigas é posterior à inauguração (veja Fontes e método); as usinas de antes de 1950 aparecem já em 1950. Pontos: usinas agrupadas em áreas de cerca de 75 km. Contorno dos estados: IBGE (fonte 134). 2026: até outubro.
HIDRELÉTRICAS · CRESCIMENTO 110,2 GW em outubro de 2026 Quase metade da potência de hoje já funcionava em 1990 Potência das hidrelétricas que funcionam hoje, somada até cada ano pelo ano em que começaram a operar (gigawatts). 1,9 1950 4,2 1960 11,1 1970 32,8 1980 53,5 1990 67,3 2000 81,1 2010 109,2 2020 110,2 2026 gigawatts 2026: até outubro Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008), usinas com localização no cadastro de outubro de 2026. Usinas já desativadas não entram; para algumas usinas antigas, o ano do cadastro é posterior à inauguração. mundoenergiabrasil.org

O mapa abaixo mostra as 1.349 hidrelétricas em operação que têm localização no cadastro da ANEEL. Clique numa usina para ver o nome, a potência e o dono.1

O mapa de hoje

Mapa interativo, outubro de 2026. Azul-escuro: grandes usinas (UHE); azul-claro: pequenas centrais (PCH); pontos pequenos: centrais geradoras (CGH). Clique numa usina para ver os detalhes. Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008).

O Brasil e o mundo

O mundo tinha cerca de 1.296 gigawatts de hidrelétricas no fim de 2025, sem contar as reversíveis. Naquele ano, a potência cresceu 18,4 gigawatts, e 96% desse aumento ficou na China.44

O Brasil é o segundo país com mais potência hidrelétrica. Em 2023, segundo a associação internacional das hidrelétricas, citada pela associação das grandes geradoras brasileiras, a China tinha 421 gigawatts, o Brasil 110, os Estados Unidos 102 e o Canadá 83.6

Mas o Brasil quase parou de construir: em 2023, instalou só 118 megawatts e ficou em 19º lugar entre os países que mais acrescentaram hidrelétricas.6

BRASIL E MUNDO · 2023 2º lugar no mundo O Brasil é o 2º país com mais hidrelétricas Potência hidrelétrica instalada em 2023 (gigawatts), nos quatro países com mais potência. China 421 GW Brasil 110 GW Estados Unidos 102 GW Canadá 83 GW Fonte: IHA, citada pela ABRAGE, Caderno de Estudos "Um olhar para as usinas hidrelétricas", janeiro de 2025 (fonte 141). mundoenergiabrasil.org

O que é feito aqui e o que vem de fora

Salão da casa de força da usina de Belo Monte
Casa de força da usina de Belo Monte, no Pará, onde ficam os geradores. Foto: Túllio F, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

As máquinas. Ao contrário das placas solares, boa parte das turbinas e dos geradores das hidrelétricas brasileiras foi feita no país. Na usina de Itumbiara, que começou a operar em 1980, cerca de 90% dos equipamentos mais importantes foram fabricados no Brasil. As 100 turbinas do tipo bulbo das usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, também foram feitas aqui, por várias empresas.45

As fábricas. Grandes fabricantes estrangeiros têm fábricas no Brasil. A Voith tem uma no bairro do Jaraguá, em São Paulo, que faz geradores e peças de turbinas de até 60 toneladas.46 A Andritz tem uma em Araraquara (SP). Com poucas usinas novas, a fábrica perdeu trabalho; em 2026, a empresa esperava voltar a usar cerca de 60% da sua capacidade, com contratos para ampliar usinas da Copel e com vendas para os Estados Unidos, o Canadá e a América Latina.47

A energia que vem de fora. A maior parte da energia que o Brasil importa vem de uma hidrelétrica: Itaipu, que o Brasil divide com o Paraguai. Em 2025, o saldo das importações de eletricidade foi de 7,4 terawatts-hora; segundo o BEN, quase toda a energia importada veio de Itaipu.48

O papel no sistema elétrico

A chuva manda. A geração das hidrelétricas varia ao longo do ano, porque depende do quanto chove nas cabeceiras dos rios, e pode haver secas.3 O sistema elétrico brasileiro tem predominância de hidrelétricas, e as usinas térmicas são ligadas conforme as condições das chuvas, para poupar a água dos reservatórios e garantir a energia do futuro.41

Os reservatórios são um estoque. O ONS mede quanta energia está guardada, na forma de água, nos reservatórios da rede nacional. O nível mais baixo da série, desde 2000, foi de 17,8% do máximo, em outubro de 2017. Em 2001 chegou a 22,3%, e em 2014 a 18,8%. Em 15 de outubro de 2026, estava em 59,5%.2

Arraste a barra para ver como a caixa d'água do Brasil encheu e esvaziou mês a mês, desde 2000. Ela enche no verão, quando chove, e esvazia no inverno e na primavera.49

A caixa d'água do Brasil

Caixa d'água que representa a energia guardada nos reservatórios das hidrelétricas da rede nacional, em porcentagem do máximo, mês a mês desde 2000. 100%50%0 –
–
–

Energia armazenada nos reservatórios do Sistema Interligado Nacional, em porcentagem do máximo, média de cada mês. Fonte: ONS, dados abertos (fonte 053). Outubro de 2026: média até o dia 15.

Rapidez. As hidrelétricas são a principal fonte capaz de aumentar ou reduzir a produção rapidamente, a chamada rampa, com cerca de 15 gigawatts por hora disponíveis. Isso ajuda a equilibrar a variação da energia solar e da eólica.50

Os problemas da hidrelétrica

Falta de chuva. Quando chove pouco, as usinas produzem menos e os lagos baixam. Foi assim em 2001, quando houve racionamento,15 e em 2021, quando o governo criou regras excepcionais para o uso da água.19 Depois da crise de 2021, o governo lançou, em 2023, um plano para recuperar os reservatórios ao longo de até 10 anos.51

Água que passa sem gerar. Às vezes a usina deixa a água passar pelo vertedouro, uma espécie de ladrão da caixa d'água, mesmo podendo gerar energia com ela. Isso se chama vertimento turbinável. Segundo o ONS, 85% desse vertimento se concentra em quatro usinas da Amazônia: Tucuruí, Belo Monte, Jirau e Santo Antônio. Segundo um especialista do setor, ele chegou a 20% da energia bruta das usinas em 2023, um ano de muita chuva, e caiu para 4% em 2024, um ano seco.52

Usinas envelhecendo. Entre 2026 e 2035, vencem 45 concessões de hidrelétricas, que somam 16 gigawatts. Cerca de 65% delas terá mais de 40 anos de operação quando a concessão acabar. A EPE diz que a renovação é uma chance de modernizar as máquinas.53

Quem mora perto. O lago pode alagar casas, terras e áreas de pesca. A lei de 2023 reconhece esses atingidos e seus direitos,21 mas, em março de 2026, o movimento dos atingidos dizia que ela ainda esperava regulamentação.32

Quem paga a conta

Itaipu. A energia da parte brasileira de Itaipu é comprada por um órgão federal designado pela União11 e paga pelos consumidores do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.54 A tarifa da usina ficou em 19,28 dólares por quilowatt por mês de 2024 a 2026. A revisão do Anexo C do tratado, que vai definir a tarifa a partir de 2027, estava parada em setembro de 2026, segundo fontes do governo ouvidas pela imprensa.54

As usinas renovadas em cotas. As usinas antigas que renovaram a concessão em 2013 entregam sua energia às distribuidoras por uma tarifa calculada pela ANEEL para cada usina.18

O que as hidrelétricas pagam. As hidrelétricas pagam uma compensação financeira pelo uso da água aos estados e municípios.13 Hoje ela é de 7% do valor da energia gerada; só a Axia Energia pagou R$ 1,05 bilhão em 2025, segundo a empresa.55 As usinas concedidas também pagam à União pelo uso de bem público,56 e esse dinheiro entra na CDE, o fundo pago pelas contas de luz.57 Em 2025, essa receita da CDE foi de R$ 2,0 bilhões.58

Os descontos das pequenas. As pequenas centrais e as centrais geradoras estão entre as fontes que recebem um desconto de pelo menos 50% na tarifa de uso dos fios, junto com a solar, a eólica e a biomassa.59 Desde 2021, o desconto só vale para quem pediu a outorga em até um ano, e acaba quando a outorga termina.59 A CDE cobre esses descontos: em 2025, foram R$ 15,3 bilhões para todas essas fontes juntas, sem separação por fonte nos dados abertos.58

Quando falta chuva. Quando chove pouco, as hidrelétricas produzem menos do que o previsto. As usinas dividem esse risco num mecanismo chamado MRE. Uma lei de 2015 permitiu aos geradores repactuar esse risco, pagando um prêmio; na energia vendida no mercado regulado, o risco repactuado passou a ser coberto pela conta das bandeiras tarifárias.30 Quando é preciso gerar com usinas mais caras, a conta pode ter bandeira amarela ou vermelha.60 A página Tarifa explica as bandeiras.

Mitos e dúvidas comuns

"Hidrelétrica não polui nada?" Ela não queima combustível, mas, em alguns lugares, o lago solta gases como o metano, que saem dos sedimentos do fundo.61

"A usina gasta a água do rio?" A água passa pela turbina e volta ao rio, abaixo da barragem.4 Mas a água guardada no lago precisa ser dividida com outros usos, como o abastecimento das cidades e a irrigação.1427

"Reservatório baixo quer dizer racionamento?" Não necessariamente. Os reservatórios chegaram a níveis parecidos em 2001 (23,4% do máximo, na média de outubro) e em 2021 (24,2%, na média de setembro).49 Em 2001 houve racionamento.15 Em 2021, o governo criou uma câmara de regras excepcionais para enfrentar a escassez.19 Em 2001, o país tinha cerca de 80 gigawatts instalados e era basicamente hidrelétrico; depois disso, passou a depender também das térmicas.7

"Belo Monte, a maior, gera o tempo todo no máximo?" Não. A geração das hidrelétricas varia ao longo do ano, conforme a chuva.3 Em 2025, Belo Monte gerou 29,4 terawatts-hora, cerca de 30% do que produziria se funcionasse o ano inteiro na potência máxima.621

"Itaipu é a maior usina do Brasil?" Itaipu tem 14.000 megawatts, mas é dividida com o Paraguai.7 A metade brasileira, de 7.000 megawatts, é menor que Belo Monte, que tem 11.233 megawatts e é a maior usina inteiramente brasileira.1

O futuro em números

Pouca usina nova. O plano da EPE prevê que a participação das hidrelétricas na capacidade da rede nacional caia de 47% em 2025 para 35% em 2035, porque outras fontes crescem mais. A expansão prevista é de 7,5 gigawatts: 0,8 em usinas grandes, 3,9 em pequenas centrais e 2,8 na modernização de usinas antigas.63 Só duas usinas novas de porte aparecem no plano: Telêmaco Borba, de 118 megawatts, em 2034, e Bem Querer, de 650 megawatts, em 2035.24

Ampliar o que já existe. Muitas usinas têm espaço para máquinas que nunca foram instaladas. Segundo a associação das grandes geradoras, motorizar esses espaços e ampliar usinas daria 7,5 gigawatts, e modernizar as máquinas antigas, mais 11 gigawatts.35 Num leilão de março de 2026, a Copel conseguiu contratos para ampliar as usinas de Segredo e Foz do Areia, no Paraná, em mais de 2,1 gigawatts.47

Mais pequenas centrais. A lei manda contratar até 3 mil megawatts de hidrelétricas de até 50 megawatts, em três partes de mil megawatts, com entrega em 2032, 2033 e 2034.23 Em outubro de 2026, a ANEEL registrava 102 pequenas centrais em construção ou com obra ainda não iniciada, somando 1.323 megawatts.1

Guardar energia. O plano coloca as hidrelétricas reversíveis entre as opções para guardar energia, ao lado das baterias.63

O BEN registra um potencial hidrelétrico total de 135,4 gigawatts, somando o inventariado e o estimado; esse total inclui as usinas que já operam ou estão em construção, e não é só o que falta aproveitar.64

Outros impactos

Barragem da usina de Belo Monte no rio Xingu, cercada de floresta
Usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). Foto: Fernanda Brandt, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
  • Peixes. A barragem atrapalha os peixes que sobem o rio para se reproduzir; passagens artificiais podem diminuir o problema.3
  • Pessoas. O alagamento pode obrigar moradores a sair e atrair pessoas que vêm trabalhar na obra. Antes de grandes usinas, são feitos estudos de impacto ambiental.3
  • A bacia. Manter a vegetação perto das nascentes e nas margens ajuda a manter o fluxo de água e a evitar que terra se acumule no rio.3
  • Compensação aos municípios. Quando o lago atinge mais de um município, a divisão da compensação financeira considera as áreas alagadas. A lei prevê isenção para instalações de até 10.000 quilowatts de capacidade, com uma ressalva para os casos de uma lei de 2013 (Lei nº 12.783).13
  • O lago e o clima. Quanto metano o lago solta depende do clima, do tamanho do lago e do que havia no terreno antes de ele ser alagado.61 Uma usina dura muito: o estudo da UNECE considera 80 anos de vida, com dados de dois projetos no Chile.65

Fontes e método

Ver como os números foram calculados

As informações desta página vêm do Balanço Energético Nacional, do Anuário e do Plano Decenal de Energia da EPE, dos dados abertos da ANEEL e do ONS, da Constituição, de leis e medidas provisórias, da página da EPE sobre fontes de energia, do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), da UNECE, da IRENA, de uma apresentação da ANEEL sobre segurança de barragens, de publicações e apresentações das associações do setor, de uma revista do Senado sobre a história da energia e de reportagens identificadas nas notas.

  • Como os números foram calculados. Armazenamento: soma da energia guardada nos quatro subsistemas dividida pela soma das capacidades máximas, dia a dia, de 2000 a 2026; a animação usa a média de cada mês. Usinas, tipos e mapa: usinas em operação no cadastro da ANEEL (SIGA) de outubro de 2026; 13 usinas sem coordenadas ficam fora do mapa. Donos: potência de cada usina dividida pela participação de cada empresa, conforme o campo de proprietários do cadastro; as três empresas Axia foram somadas. Cooperativas: empresas com "cooperativa" no nome, ou com nomes de cooperativas conhecidas (Coprel, Cooperluz, Certel, Creral, Ceriluz). Autoprodutores: participações marcadas como autoprodução (APE) no cadastro. Leilões: soma da potência das hidrelétricas vendidas em cada leilão de geração, de 2005 a 2025. Belo Monte: geração de 2025 do ONS dividida pela potência do SIGA vezes as horas do ano. CDE: itens "Uso de Bem Público - UBP" (receita) e "Subsídio Consumidor Fonte Incentivada", "Subsídio Geração Fonte Incentivada" e "Subsídio Fonte Incentivada (Transmissoras)" (despesas).
  • Onde os números diferem. A potência por estado vem do BEN (fim de 2025) e a das usinas, do cadastro da ANEEL (outubro de 2026). A data de entrada em operação do cadastro é a da usina registrada hoje; Itaipu, por exemplo, aparece em 1989, embora a primeira máquina tenha girado em 1984. O ranking mundial da IHA, de 2023, inclui as usinas reversíveis; o total da IRENA, de 2025, não.
  • O que ainda falta. Quantos empregos as hidrelétricas geram; quanto dos equipamentos das usinas recentes foi feito no Brasil; o grupo por trás de cada empresa dona; a compensação financeira paga por todas as usinas, e não só pela Axia; e quanto custa a energia das usinas em cotas.

Notas

Ver as 65 notas, com a fonte de cada número
  1. ANEEL, SIGA, dados abertos, cálculo sobre os dados de outubro de 2026 (fonte 008). ↩
  2. ONS, dados abertos, EAR diário por subsistema, cálculo sobre os dados (fonte 053). ↩
  3. EPE, página Fontes de energia, seções Energia Hidráulica e Fontes renováveis (fonte 057). ↩
  4. USGS, Water Science School, "Hydroelectric Power: How it Works", 2026 (fonte 140). ↩
  5. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, seção 3.6.1, p. 51 (fonte 059). ↩
  6. ABRAGE, Caderno de Estudos "Um olhar para as usinas hidrelétricas", janeiro de 2025, seções sobre o mundo e sobre usinas reversíveis, com dados do 2024 World Hydropower Outlook da IHA (dado de associação) (fonte 141). ↩
  7. Senado Federal, revista Em Discussão! nº 25, junho de 2015, seção Aos leitores e p. 14 e 18 (fonte 080). ↩
  8. Revista Pesquisa FAPESP, "Força e luz", nº 252, fevereiro de 2017 (fonte 143). ↩
  9. Decreto nº 24.643/1934 (Código de Águas), art. 139 (fonte 081). ↩
  10. Movimento Econômico, "Chesf, nome que iluminou o Nordeste por sete décadas, se apaga", 24 de outubro de 2025 (fonte 144). ↩
  11. Lei nº 5.899/1973, art. 4º, com redação da Lei nº 14.182/2021 (fonte 088). ↩
  12. Brasil Energia, "Itaipu completa 41 anos de produção ininterrupta", 5 de maio de 2025 (fonte 145). ↩
  13. Lei nº 7.990/1989, art. 1º, 4º, caput e I, e 5º (fonte 054). ↩
  14. Lei nº 9.433/1997, art. 1º, I a IV, e art. 12, IV e § 2º (fonte 147). ↩
  15. Medida Provisória nº 2.152-2/2001, art. 1º e 14 (fonte 082). ↩
  16. Lei nº 12.334/2010, com as mudanças da Lei nº 14.066/2020, art. 1º, 5º, 7º, 11, 12, 17-C e 17-E (fonte 084). ↩
  17. ANEEL, dados abertos, resultado de leilões de geração, 2005 a 2025, cálculo sobre os dados (fonte 040). ↩
  18. Lei nº 12.783/2013 (conversão da Medida Provisória nº 579/2012), art. 1º, caput e § 1º, I a III (fonte 148). ↩
  19. Medida Provisória nº 1.055/2021, art. 1º e 5º (fonte 083). ↩
  20. Lei nº 14.182/2021, art. 3º, V, e art. 4º, I (fonte 043). ↩
  21. Lei nº 14.755/2023 (Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens), art. 1º a 3º e 5º (fonte 151). ↩
  22. Poder360, "Eletrobras muda de nome e agora é Axia Energia", 22 de outubro de 2025 (fonte 086). ↩
  23. Lei nº 14.182/2021, art. 1º, §§ 19 e 20, com a redação da Lei nº 15.269/2025 (fonte 043). ↩
  24. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 95 (fonte 002). ↩
  25. Lei nº 9.074/1995, art. 8º, com redação da Lei nº 13.360/2016 (fonte 042). ↩
  26. Lei nº 9.427/1996, art. 26, I e VI, com redação da Lei nº 13.360/2016 (fonte 031). ↩
  27. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 417 (fonte 002). ↩
  28. Constituição Federal, art. 20, VIII, e art. 21, XII, b (fonte 146). ↩
  29. Senado Federal, Consultoria Legislativa, sumário da Medida Provisória nº 579, de 11 de setembro de 2012 (fonte 149). ↩
  30. Lei nº 13.203/2015, art. 1º, caput, §§ 1º e 3º, e art. 3º (fonte 056). ↩
  31. Agência Câmara, "Relator da MP da Eletrobras diz que vai manter 95% do texto aprovado pelo Senado", 21 de junho de 2021 (fonte 150). ↩
  32. Brasil de Fato, "Falta de regulamentação do plano nacional dos atingidos por barragens provoca insegurança jurídica, aponta MAB", 10 de março de 2026 (fonte 152). ↩
  33. ANEEL, apresentação "Avanços e desafios na implementação da PNSB na ANEEL", Comitê Interministerial de Segurança de Barragens, 2025 (fonte 085). ↩
  34. ABRAGE, Relatório de Atividades 2024, p. 5, 9, 10, 15 a 17, 30 a 33, 36 a 38 e 40 (dado de associação) (fonte 1310). ↩
  35. ABRAGE, apresentação na Comissão de Minas e Energia da Câmara, 4 de julho de 2024 (dado de associação) (fonte 153). ↩
  36. eixos, "Leilões de 2025 viabilizam expansão das hidrelétricas, mas setor vê espaço para mais oportunidades", 15 de janeiro de 2025 (fonte 154). ↩
  37. Cenário Energia, "9º Congresso da Abrapch reúne os principais nomes do setor de PCHs e CGHs", 6 de janeiro de 2026 (fonte 155). ↩
  38. Cenário Energia, "ABRAPCH e Abragel mudam comando sob pressão de cortes na geração hídrica", 29 de maio de 2026 (fonte 1311). ↩
  39. Abragel, Charles Lenzi, apresentação na Conferência ABRAPCH, painel 5, 2025 (dado de associação) (fonte 1312). ↩
  40. Brasil de Fato, "Atingidos por barragens fazem ato em Brasília pela regulamentação da Política Nacional de Direitos", 16 de abril de 2026 (fonte 1313). ↩
  41. ONS, página O que é o SIN (fonte 016). ↩
  42. EPE, Balanço Energético Nacional 2026, Tabela 8.4, p. 152, e Tabela I.1.1, p. 177 (fonte 001). ↩
  43. EPE, Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2026, sumário executivo, p. 1 (fonte 014). ↩
  44. IRENA, Renewable Capacity Highlights 2026, março de 2026, p. 1, 3 e 5 (fonte 142). ↩
  45. Brasil Energia, "O dia D da indústria brasileira de equipamentos hidrelétricos", 12 de maio de 2025 (fonte 158). ↩
  46. Revista Minérios & Minerales, "Com 60 anos de Brasil, Voith vai expandir com vistas à transição energética", 3 de outubro de 2024 (fonte 156). ↩
  47. CNN Brasil, "Andritz prevê retomada da indústria de equipamentos após novos contratos", 30 de junho de 2026 (fonte 157). ↩
  48. EPE, Balanço Energético Nacional 2026, p. 11 e 12 (fonte 001). ↩
  49. ONS, dados abertos, EAR diário por subsistema, médias mensais calculadas sobre os dados (fonte 053). ↩
  50. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 115 e Box 3.1, p. 102 (fonte 002). ↩
  51. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, nota da p. 60 sobre o Plano de Recuperação de Reservatórios (fonte 002). ↩
  52. eixos, coluna de Bernardo Bezerra, "Combustível nulo não é custo nulo", 30 de junho de 2026, com dados do ONS (fonte 160). ↩
  53. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, Box 3.1, p. 102 (fonte 002). ↩
  54. CNN Brasil, blog Infra, "Com negociação de Itaipu parada, Brasil avalia tarifa de US$ 15/kW em 2027", 1º de setembro de 2026 (fonte 087). ↩
  55. Agência Infra, reportagem sobre os royalties pagos pela Axia Energia em 2025, 22 de janeiro de 2026 (fonte 159). ↩
  56. Lei nº 9.074/1995, art. 4º, § 10 (fonte 042). ↩
  57. Lei nº 10.438/2002, art. 13, § 1º (fonte 048). ↩
  58. ANEEL, dados abertos, CDE: custeio dos benefícios tarifários, cálculo sobre os dados de 2025 (fonte 046). ↩
  59. Lei nº 9.427/1996, art. 26, § 1º, § 1º-C e § 1º-F, com redação das Leis nº 13.360/2016 e 14.120/2021 (fonte 031). ↩
  60. ANEEL, página Bandeiras tarifárias (fonte 050). ↩
  61. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, Executive Summary, p. 17; seção 3.6.3, p. 52; seção 4.1.1, p. 59 (fonte 059). ↩
  62. ONS, dados abertos, geração por usina, 2025, cálculo sobre os dados (fonte 066). ↩
  63. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 93, 94, 96 e 118 (fonte 002). ↩
  64. EPE, Balanço Energético Nacional 2026, seção 6.1.4, p. 120, e Tabela 6.1, p. 121 (fonte 001). ↩
  65. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, seção 4.1.1, p. 59, e seção 3.6.2, p. 52 (fonte 059). ↩